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Meditação (Dhyana)

O estado de Dhyana é conseguido quando o Yogin persiste em Dharana (concentração), até que a sua mente seja totalmente absorvida pelo objeto da concentração.

Veja o que diz sobre isto os trechos descrito no livro "O Yoga – Tara Michael":

" Um fluxo contínuo de cognição sobre esse ponto é denominado meditação (Dhyana). Durante Dharana, a atenção devia ser constantemente reconduzida ao objeto de concentração, e parecia então uma sucessão de gotas d’água; mas quando a atenção fixada se torna prolongada e ininterrupta, assemelha-se a um fluxo de óleo ou de mel, igual e contínuo. É assim que Vyasa define Dhyana: Um continuado esforço mental para assimilar o objeto da meditação, livre de qualquer distração."

Tipos de Meditação

Antes de falarmos dos tipos de meditação vamos entender primeiro o que é concentração (Dharana) e depois meditação (Dhyana). A concentração é a estabilização da mente em um determinado objeto. É preciso que haja um grande interesse nesse objeto para que possamos ter uma boa concentração. O fluxo contínuo dessa concentração nos levará ao próximo degrau, que é a meditação. Continuando ainda mais neste fluxo contínuo atingiremos o oitavo degrau, que é o Samadhi. Segundo os mestres podemos mensurar cada uma destas fases:

Cada indivíduo tem uma mente que se ajusta melhor a um determinado tipo de meditação. Se não tivermos a felicidade de encontrar alguém que já trilhou este caminho e possa nos ajudar na escolha correta da técnica, deveremos experimentar algumas e escolher aquela que melhor se ajustar a nossa mente. Com uma boa dedicação, no devido tempo, nós mesmos poderemos encontrar o caminho correto.

Agora que já temos uma idéia do que é o processo de Dharana, Dhyana e Samadhi, podemos discutir dois tipos de meditação (concreta e abstrata), a saber:

Concreta (Saguna)

Neste tipo de meditação o Yogin se concentra em alguma forma concreta, ou seja: uma imagem, uma flor ou a chama de uma vela. O importante é que a prática deve ser direcionada no sentido de se conseguir manter a percepção do objeto escolhido o máximo de tempo possível, sem deixar a mente vagar livremente.

Abstrata (Nirguna)

Neste tipo de meditação o Yogin se concentra em alguma idéia abstrata, ou seja: qualidades de um Santo, felicidade, pureza ou a idéia do OM. Como dissemos anteriormente, o importante é que a prática deve ser direcionada no sentido de se conseguir manter a idéia mental escolhida o máximo de tempo possível. Este tipo de meditação normalmente é muito difícil para um iniciante, portanto recomendo que se inicie por uma meditação concreta.

Técnicas de Meditação

Aqui vamos discutir algumas técnicas de meditação mais utilizadas. Algumas são bastante simples e outras um pouco mais complexas. O importante aqui é experimentarmos cada técnica e procurar identificar aquela que mais se ajusta ao nosso tipo de mente. O fato de uma técnica ser mais simples que a outra não significa que ela produza resultado inferior. O que nos leva a alcançar estágios avançados de concentração é a nossa firme resolução em alcançar este estado e a nossa dedicação. Como exemplo podemos citar que utilizando simplesmente a técnica de prestar a atenção na respiração poderemos alcançar uma excelente concentração. Os mestres nos aconselham que o melhor horário para a meditação é entre 3:30h e 05:30h da manhã. Neste horário a mente está calma e serena, pois está refeita por uma boa noite de sono. A atmosfera também está bastante calma, pois a maioria das pessoas estão dormindo e o agito geral ainda não começou. Isto não é condição sine qua non. Caso haja impossibilidade você poderá meditar na parte da noite, mas mantenha como meta experimentar este horário. Você será muito beneficiado com isto. Outra providência importante se refere ao seu local de meditação. Você deve procurar criar um espaço e prepará-lo de acordo. Ele será o seu Santuário. Veja abaixo o que Swami Sivananda nos diz sobre isto:

"Tenha um aposento trancado com chave para a meditação. Isso é uma condição sine qua non. Transforme o quarto numa floresta. Não permita que ninguém entre no aposento, mantendo-o sagrado. Se não puder dar-se ao luxo de um quarto isolado, transforme um canto do seu quarto num lugar de meditação, isolando-o com biombos ou cortinas. Queime incenso ou bastões perfumados e cânfora, de manhã e à noite. Tenha uma fotografia dos Senhores Krishna, Siva, Rama, Devi, Gayatri, Guru, Jesus ou Buddha. Coloque a sua cadeira de frente para a imagem. Tenha alguns livros como o Gttâ, o Ramayana, o Bhagavata, os Upanishads, o Viveka-chudamani, o Yogavanishtha, os Brahma-Sutras, a Bíblia, o Zend-Avesta, o Corão, etc., no quarto. Enfeite o quarto com pinturas inspiradoras de grandes santos, sábios, profetas e professores do mundo. Banhe-se antes de entrar no quarto. Ou lave o seu rosto, suas mãos e pés antes de entrar nele. Sente-se no asana (postura) em frente da divindade. Cante hinos devocionais ou repita Stotras (Hinos) Guru. Passe à prática da Japa, da concentração e da meditação. O quarto deve ser tido como um templo de Deus. Você deveria entrar nele com uma mente pia e reverente. Pensamentos de ciúme, de lascívia, de cobiça e de rancor não deverão ser mantidos entre as quatro paredes do quarto. Conversas mundanas não deverão ser favorecidas dentro dele. Pois cada palavra que é proferida, cada pensamento que é acalentado e cada ação que é praticada não é perdida. Eles são refletidos nas sutis camadas de éter que envolvem o quarto onde foram praticados e invariavelmente afetam a mente. Quando você repete o Mantra ou o nome do Senhor, as vibrações poderosas ficam alojadas no éter do quarto. Depois de seis meses você sentirá a paz e a pureza na atmosfera do quarto. Sempre que a sua mente estiver muito perturbada por influências terrenas, sente-se no quarto e repita o nome do Senhor durante meia hora. Você sentirá imediatamente a mudança total da mente. Pratique e sinta a influência espiritual calmante por si mesmo! Você encontrará Mussoorie, Darjeeling, Ooty locais, na sua própria casa. Você não precisa ir a uma estação de cura para mudar de ares. Nada é como a Sadhana espiritual ou a prática do Yoga."

Vamos agora discutir algumas técnicas:

Atenção na Respiração

Esta é uma das mais simples técnicas de meditação. É excelente para os primeiros ensaios e, com algumas variações, pode trazer resultados muito importantes em termos de concentração. Esta técnica deve ser praticada em uma postura sentado e com a coluna verticalizada. Não se esqueça de executar o Mudra (Jnana ou Siva), ou qualquer outro da sua preferência. Os olhos devem estar fechados. Agora passe a prestar a atenção na sua respiração; o ar que entra e o ar que sai. Você deve estar totalmente atento ao ar entrando pelas narinas e resfriando as suas paredes internas, e logo após, ele saindo e aquecendo as mesmas. Nunca force a respiração. Não tente conduzi-la. Ela deve ser suave e natural. A medida que a concentração vai aumentando o ritmo respiratório vai diminuindo. Cada vez mais, até que em certos momentos vai parecer que sumiu. Não se assuste, continue concentrado no seu ritmo. Muitas vezes a mente vai se desviar para outros objetos, como: a lembrança de afazeres, problemas pendentes, memórias e outras coisa mais. Não se desespere e nem se aborreça, simplesmente retorne a atenção para a respiração. No início a sua mente fugirá com muita freqüência, isto é natural porque ela não está acostumada a ficar muito tempo parada em uma única coisa. Com a persistência na prática a sua mente irá, aos poucos, fugir cada vez menos. Desta forma a sua concentração irá alcançar níveis mais elevados. Isto lhe dará a chave para o sucesso em toda a sua vida. Muita paz, felicidade, facilidade para enfrentar o stress do dia-a-dia, melhora na memória, mais facilidade no aprendizado, etc.

Procure começar com uma sessão diária de 15 a 30 min. e vá aumentando a medida que for sentindo conforto e disposição. Tenha sempre em mente que a disciplina é a chave do sucesso.

SoHam

Esta também é uma técnica bastante simples. Também é excelente para os primeiros ensaios. Esta técnica deve ser praticada em uma postura sentado e com a coluna verticalizada. Não se esqueça de executar o Mudra (Jnana ou Siva), ou qualquer outro da sua preferência. Os olhos devem estar fechados. SoHam quer dizer "Ele é eu", "Eu sou Ele" ou "Eu sou Brahman". Agora passe a prestar a atenção na sua respiração; o ar que entra e o ar que sai. Quando o ar estiver entrando repita mentalmente So, e quando ele estiver saindo repita mentalmente Ham. Você deve estar totalmente atento ao ar entrando e saindo pelas narinas e na mentalização do Mantra. Sinta que você é Ele. Nunca force a respiração. Não tente conduzi-la. Ela deve ser suave e natural. A medida que a concentração vai aumentando o ritmo respiratório vai diminuindo. Cada vez mais, até que em certos momentos vai parecer que sumiu. Não se assuste, continue concentrado no ritmo respiratório e na repetição do Mantra. Muitas vezes a mente vai se desviar para outros objetos, como: a lembrança de afazeres, problemas pendentes, memórias e outras coisa mais. Não se desespere e nem se aborreça, simplesmente retorne a atenção para a respiração e para o Mantra. Todas as outras recomendações para a técnica anterior são válidas aqui.

Do Amor Universal

A principal característica desta meditação é a de promover a paz, a bondade e a benevolência. Sua finalidade é a de purificar a mente, tornando-a saudável e íntegra. É o tipo de meditação de efeito seguramente benéfico, que pode ser praticada por qualquer pessoa, de qualquer idade, trazendo resultados imediatos e proveitosos. Por ela a mente fica revigorada, sua força torna-se maior. Escolha uma hora e um lugar tranqüilo, acenda um incenso, para harmonizar e purificar o ambiente, criando uma atmosfera própria. Sente-se em uma cadeira ou, de preferência, no chão, de modo a ficar confortável, mantenha a coluna reta, a respiração lenta e profunda, tente ficar o mais relaxado possível. A prática da Meditação do Amor Universal deve começar pela própria pessoa, porque se alguém não se ama, torna-se impossível estender amor e benevolência a outras pessoas.

Inicia-se com o pensamento: estou limpando minha mente de todas as impurezas, que eu esteja livre de maldades, que eu esteja livre de inimizades, que eu fique livre do sofrimento, que eu me sinta muito feliz, com muito amor e muita paz.

Depois disso com a mente e o coração repletos de amor e paz, o pensamento deve ser dirigido a uma pessoa muito querida, da qual gostamos muito, visualizamos essa pessoa recebendo todo o nosso carinho, toda a paz e todo o amor que estamos sentindo. Em seguida visualizamos uma pessoa que nos é indiferente, um conhecido do qual não gostamos nem deixamos de gostar, e enviamos o mesmo pensamento. Finalmente lembramos de alguém que por algum motivo não gostamos, que nos é desagradável, pela qual temos algum tipo de rancor, e enviamos em forma de pensamento o nosso perdão, banhando-a com pensamentos de amor, paz e compreensão.

Após algum tempo, quando estivermos mais acostumados com a prática da meditação, o próximo passo é estender, alargar, expandir esse pensamento, abrangendo todos os seres do nosso Planeta.

Da Luz

Basicamente se resume em utilizarmos uma vela e concentrarmos nossa atenção nela durante certo tempo (Trataka). Ela deverá estar na mesma altura da nossa visão e a uma distância máxima de 1 metro. Após o tempo de observação levaremos a luz da vela para dentro de nós, e aí caminharemos por todo o nosso corpo, iluminando-o, de baixo para cima, do Muladhara até o Ajna Chakra. Após isto o nosso corpo será totalmente luz. Neste momento vamos expandir esta luz e levá-la até alguém que esteja no momento necessitando de grande ajuda. Durante cada sessão podemos levar a luz a uma ou várias pessoas, ou a cada sessão escolhemos alguém que queiramos iluminar. O importante é estar consciente que ao alcançarmos a luz temos que doá-la a alguém.