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A Prática do Yoga

A palavra "yoga" tem duas raízes. A primeira, yuj, significa "unir". A unificação de duas coisas, qualquer que seja a sua natureza, chama-se yoga. Há quem entenda que yoga significa unir o humano a DEUS, enquanto outros pensem em yoga como a união das mãos aos pés quando elas tocam os artelhos.

A segunda raiz referente ao termo "yoga" é Samadhi. De acordo com os Yoga Sutras, Samadhi é o estado da mente no qual voluntariamente nos tornamos tão profundamente unidos ao objeto de nossa busca que os limites de nossa identidade pessoal temporariamente desaparecem. Quando nos encontramos nesse estado, nossa percepção é completamente clara e compreendemos totalmente o objeto com o qual estamos em contato.

A primeira raiz, yuj - "unir" - representa o processo, ou o meio para um fim; a segunda raiz, Samadhi, representa o estado da mente que é um fim em si mesmo. Se queremos tocar os artelhos, ou alcançar DEUS, deve haver movimento. Este movimento é yoga. Pode significar manter uma postura, ou permanecer em união com DEUS. Neste ou naquele caso, yoga é ambos, os meios e o fim.

Nos Yoga Sutras (1:2) de Pantajali, yoga é definida como o processo de canalizar as atividades mentais na direção desejada e sustentar esse foco sem se distrair. Como dissemos acima, tanto o movimento para o objeto quanto o estado de absorção são yoga. Há quem defina yoga no sentido negativo, como a restrição de atividades mentais. Entretanto, a definição positiva de yoga como "a direção das atividades mentais" pressupõe que o movimento da mente numa direção necessariamente a impede de tomar outros rumos. Por exemplo: uma vez que você escolheu ler este texto neste momento, você não está se concentrando em outra coisa.

Enquanto nos identificamos com a mente e com tudo o que a afeta, estamos sendo controlados pela sua natureza inconsciente e com suas reações a cada novo desenvolvimento dentro e fora de nós. Quando a reintegração acontece, porém, deixamos de nos identificar com a mente e permanecemos como o percebedor. Então, a mente torna-se serva, em vez de mestra.

Nessa relação, o yoga geralmente se equaciona com uma ou outra das tradições religiosas hindus, de modo que é relevante esclarecer a diferença entre ambas. Enquanto é verdade que yoga emergiu como um conjunto de práticas num contexto religioso indiano, ela não está comprometida com nenhuma tradição religiosa em particular. Pratica-se o yoga, portando, em diversos grupos não-hindus na Índia, bem como em algumas das diferentes seitas budistas em toda a Ásia.

O yoga fala de um processo pelo qual uma pessoa pode atingir a liberdade. Ao mesmo tempo, o yoga não se refere à adoção de um conjunto particular de crenças mas, sim, a vir a conhecer graças à experiência de cada um. Não se trata de torná-lo um adepto cego de qualquer coisa, mas de assisti-lo no caminho da sua escolha. Nada existe no yoga que conflite ou rivalize com qualquer ortodoxia religiosa ou com qualquer outro sistema de crença. Ao contrário, o yoga é o veículo para crescer e se desenvolver, adaptável a qualquer pessoa e à sua própria maneira de caminhar pela vida. Em yoga, a ênfase está em fazer e praticar, não em acreditar.

O mais amplo objetivo de toda prática yogue é reintegrar e clarear a sua visão. Ele não se preocupa com a composição específica dessa visão, mas com aprender e compreender a natureza da falsa percepção e dos meios de remover os obstáculos. É, assim, um processo de eliminação, não de aquisição. Aspirando a efetuar a reintegração pessoal o yoga também implica perseguir a verdadeira liberdade.