Make your own free website on Tripod.com

Ashtanga Yoga

1 - Astanga Yoga (Yoga dos oito membros)

Originou-se nos "Yoga Sutras", um antigo documento que apresenta o Yoga de forma organizada e sistematicamente estruturado. O autor deste documento foi o sábio Patanjali (século IV A.C.). Segundo ele, os oito membros do Yoga são:

I – Yama (refreamentos)

Ahimsa

Satya

Asteya

Brahmacarya

Aparigraha

Não-violência

Verdade

Não-roubo

Continência

Não-possessividade

Yama significa domar, controlar, refrear, e nos conduz a idéia de que devemos estar atentos aos nossos instintos naturais. Estes são muito fortes, e se não nos colocarmos em uma atitude de constante vigilância, poderemos ser levados a praticar diversas atitudes que não são condizentes com a nossa condição de seres racionais; além de nos levar a ruína física e mental. Yama fala da nossa relação com a sociedade.

II – Niyama (conduta virtuosa)

Saucha

Samtosha

Tapas

Svadhyaya

Ishvara-Pranidhana

Purificação

Contentamento

Esforço

Estudo

Entrega a Deus

Niyama nos mostra como podemos trabalhar de forma a reestruturar toda a nossa vida pessoal. Niyama fala da nossa relação com o nosso interior, ao contrário de Yama que fala da nossa relação com a sociedade.

III – Asana (Postura física)

Asana literalmente quer dizer postura. Para que a postura seja correta é necessário que esta atenda a dois requisitos essenciais: "Ser estável e agradável". O objetivo das Asanas é dar firmeza ao corpo, reduzir a agitação corporal e concentrar as energias que se encontram dispersas. "Segundo os tratados de Hata Yoga existem oitenta e quatro centenas de milhares de posturas, dentre as quais oito mil e quatrocentas são mantidas pela tradição, e dentre estas últimas oitenta e quatro são as mais importantes." (O Yoga – Tara Michael).

IV – Pranayama (Disciplina de respiração)

Pranayama não é simplesmente um exercício respiratório. Este, além disto, tem um objetivo muito mais profundo, que se relaciona com a limpeza dos canais energéticos do nosso corpo e com o correto direcionamento e controle nas energias sutis que nos envolvem. Existem diversas técnicas para este fim, mas é preciso que este trabalho seja executado sob supervisão de um profissional experiente, que já tenha evoluído pelos princípios básicos das diversas técnicas respiratórias. Neste curso vamos aprender duas técnicas simples mais que são muito poderosas, estas são o Kapalabhati (Kriya) e Nadi Sodhana Pranayama. Veja o que diz sobre isto os trechos descrito no livro "O Yoga – Tara Michael":

"Considera-se o Pranayama como a mais elevada forma de Ascese, que purifica de todas as impurezas e alimenta a chama do Conhecimento: Pelo Pranayama, a rede de opaca, que recobre a luminosidade intrínseca do espírito (Citta) é gradativamente dissolvida, e o espírito torna-se apto à concentração."

"O Pranayama corretamente executado destrói todas as doenças. Mas Uma prática incorreta causa todas as doenças: soluço, sufocação, tosse, enxaqueca, dores nos ouvidos e nos olhos, e assim por diante."

"Os principais sinais exteriores da purificação das Nadis são a magreza física, a tez luminosa, maior apetite, e uma saúde perfeita."

V – Pratyahara (Retraimento dos sentidos)

Estando totalmente desligado dos sentidos, e objetos ligados ao mundo exterior, o Yogin alcança um estado tal que o liberta de ser presa de qualquer distração. A partir deste momento ele poderá lançar-se com mais facilidade para o próximo degrau, que é Dharana (concentração). Porém não se iluda com a possibilidade de encontrar facilidade no domínio destes sentidos, pois estes são implacáveis com aquele que não tem o poder do autocontrole.

Veja o que diz sobre isto os trechos descrito no livro "O Yoga – Tara Michael": "Essa capacidade de abstrair-se não é facilmente obtida, o próprio Krsna o reconhece na Bhagavad-Gita: Mesmo o espírito sábio que se esforça em direção à perfeição é arrastado, ó filho de Kunti, pela veemente insistência dos sentidos."

VI – Dharana (Fixação da atenção - Concentração)

Dharana é o ato de concentrar a mente em um único ponto, mantendo a mesma absolutamente atenta e sem nenhum desvio. Isto é bastante difícil para a maioria das pessoas, pois a mente está sempre vagando de pensamentos em pensamentos. Este constante mudar de foco da mente é comparado a imagem de um macaco que fica pulando de galho em galho, sem nunca parar.

Mas quando, pela força da vontade e bastante treinamento, a mente fica estável em um único objeto, dizemos que o estado de concentração foi atingido. A partir daí o Yogin poderá galgar ao próximo degrau, que é Dhyana (meditação).

VII – Dhyana (Meditação)

O estado de Dhyana é conseguido quando o Yogin persiste em de Dharana, até que a sua mente seja totalmente absorvida pelo objeto da concentração. Veja o que diz sobre isto os trechos descrito no livro "O Yoga – Tara Michael":

" Um fluxo contínuo de cognição sobre esse ponto é denominado meditação (Dhyana). Durante Dharana, a atenção devia ser constantemente reconduzida ao objeto de concentração, e parecia então uma sucessão de gotas d’água; mas quando a atenção fixada se torna prolongada e ininterrupta, assemelha-se a um fluxo de óleo ou de mel, igual e contínuo. É assim que Vyasa define Dhyana: Um continuado esforço mental para assimilar o objeto da meditação, livre de qualquer distração."

VIII – Samadhi (Êxtase)

O Samadhi é na verdade a continuidade ininterrupta de Dhyana; ou seja: quando Dhyana torna-se tão intensa que o Yogin não possa mais diferenciar-se do objeto em foco, ele se torna o próprio objeto; isto é Samadhi. O ego desaparece e o Yogin usufrui da percepção da supraconciência; aquela que está além dos limites da consciência mundana ("Yoga é Samadhi").

Não há palavras que possam descrever este estado. Qualquer tentativa de fazê-lo será certamente levado a uma ligeira idéia, mas nunca a essência deste.

Embora o Yogin tenha alcançado este estado, o mesmo ainda não pode vangloriar-se de estar liberto das armadilhas da mente, pois existem vários estágios de Samadhi. Estes estágios deverão ser vencidos um a um, com a contínua persistência na busca de manter este estado e aprofundá-lo cada vez mais.